Violência conjugal contra a mulher na cidade de Maputo (Moçambique): enfrentamentos e representações sociais. ISBN 978-85-92918-10-1 - Technopolitik Editora
Violência conjugal contra a mulher na cidade de Maputo (Moçambique): enfrentamentos e representações sociais. ISBN 978-85-92918-10-1
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Violência conjugal contra a mulher na cidade de Maputo (Moçambique): enfrentamentos e representações sociais. ISBN 978-85-92918-10-1

Referência: ISBN 978-85-92918-10-1

 
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Este livro faz uma reflexão sobre violência conjugal contra a mulher, seus meandros e representações sociais. Resulta de um estudo realizado na cidade de Maputo, capital de Moçambique, com mulheres que sofreram e/ou ainda sofrem deste tipo de acҫões pelos cônjuges e insere-se na área de Psicologia Social. O estudo visava compreender as representações sociais de mulheres sobre violência conjugal contra a mulher, construídas e compartilhadas no contexto das suas relações conjugais, evidenciando os processos psicossociais e culturais que possibilitam sua construção e os conteúdos que as compõem.

Uma reflexão sobre violência contra a mulher na sociedade moçambicana, em particular, exige um exame da complexidade das relações sociais – interpessoais, grupais e societais – que englobam as relações conjugais. Na maioria das vezes essas relações são permeadas pelo poder que transcendem a perspectiva de classes, incluindo outros eixos que também estruturam o social como as relações de género e a cultura na qual as diversas categorias e grupos sociais se inserem. A assimetria de poder nessas relações pode constituir fonte permanente de tensão e conflito e culminar em actos de violência entre os membros nelas envolvidos (Almeida, 2000, 2006). Enquanto fenómeno psicossocial, a violência conjugal contra a mulher se reveste de subjectividades e comporta ideias como força, poder, dominação, submissão, dano, as quais, por sua vez, remetem automaticamente ao espaço conjugal e doméstico. Isso implica que esta forma de violência não pode ser analisada como um fenómeno isolado, alheio a variáveis psicossociais e culturais, mas sim como um fenómeno resultante da interacção de diversos factores inscritos num contexto sócio-histórico e cultural particular.

Para examinar a violência conjugal contra a mulher partimos do pressuposto que na nossa sociedade este fenómeno se encontra fortemente vinculado à cultura. Significa que assumimos, a priori, que existe forte entrelaçamento entre factores de natureza sociocultural e a violência conjugal contra a mulher.

Se a opção de publicar um livro sobre violência conjugal contra a mulher é oportuna e justifica nossa pretensão de produzir uma ferramenta científica útil para estudantes e pesquisadores, então a nossa preocupação encontra sustentação robusta na relevância social actual do tema. Com esta publicação, nossa intenção explícita é ampliar o debate em torno deste fenómeno, convocando outros olhares, outras abordagens teóricas e diversos níveis de análise. Pretendemos, desta forma, mobilizar outros factores cujo entendimento podem subsidiar as formas de enfrentamento deste fenómeno em curso no país. Além disso, o livro pretende somar-se aos esforços empreendidos pelos diversos intervenientes (Governo, Organizações Não-Governamentais nacionais/internacionais, Agências das Nações Unidas, Associações, ou singulares) engajados na promoção dos direitos das mulheres e no combate da violência contra a mulher no país.

Se bem que a violência conjugal contra a mulher constitui um ingrediente comum à maioria dos casais moçambicanos, particularmente na cidade de Maputo, seja de forma concreta ou simbólica, estudá-la torna-se ainda um enorme desafio, na medida em que (i) ocorre em um ambiente considerado privado, que envolve pessoas que partilham uma relação de intimidade – relação conjugal; (ii) encontra-se permeada por subjectividades e por uma teia complexa e difusa de factores que existem e coexistem no tempo e espaço, exigindo uma articulação cautelosa na sua análise; (iii) trata-se de um fenómeno dinâmico submetido à contínua transformação à medida que valores humanos (individuais, grupais e sociais) assumem novos significados. Estes aspectos sugerem que quaisquer tentativas de analisar este fenómeno deve ter em conta a cultura na qual ele ocorre.

 

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